Portugal flag Portugal: Investir em Portugal

Investimento estrangeiro direto em Portugal

O IDE em números

De acordo com o Relatório Mundial de Investimentos de 2022, da UNCTAD, os fluxos de IDE para Portugal permaneceram em 8 bilhões de dólares em 2021, marcando um aumento de 3,4% acima do registrado no ano anterior, mas continua bem abaixo dos números registrados na pré-pandemia (12,3 bilhões de dólares). No mesmo ano, o estoque total de IDE ficou em 175,55 bilhões de dólares. De acordo com o EY's 2022 Attractiveness Survey, Portugal garantiu 200 projetos de IDE em 2021, ocupando a oitava posição entre as economias europeias mais atrativas para investimento (3,4% do total de projetos de IDE na Europa). O número estimado de empregos criados por esses projetos é de 28.000. Os dados da OCDE mostram que a maioria dos investimentos é direcionada aos serviços financeiros e de seguros (21%), atividades profissionais, científicas e técnicas (18,1%), setor imobiliário (8,7% - enquanto Lisboa se tornou um destino importante para o IDE no setor imobiliário),de manufatura (8,2%) e os setores de atacado e varejo (6,9%). Os principais países investidores são a Espanha (21,2%),  Holanda (20,3%), Luxemburgo (17,3%), França (8,1%) e Reino Unido (6,1%). As indústrias metalúrgicas, de autopeças e de máquinas de Portugal predominam têm ganhado destaque entre os IDE, representando cerca de 30% das entradas mais recentes (dados do governo).Os últimos dados da OCDE mostram no primeiro semestre de 2022 os fluxos de IDE para Portugal contabilizaram 6,1 bilhões de dólares se comparado com os 2,5 bilhões de dólares do ano anterior.

O IDE é considerado prioridade para o governo português. O país lançou recentemente o desenvolvimento de energias renováveis, especificamente a energia solar (Portugal tem a segunda maior central solar do mundo) e a energia das ondas (obtida a partir dos movimentos das ondas). Esses setores podem providenciar novas oportunidades para investidores estrangeiros, assim como os setores de turismo e de TI. Portugal também criou as "zonas livres" para foratalecer os investimentos voltados para tecnologias. A Cidadania por Investimento (CBI), por meio do programa Golden Visa de Portugal, oferece uma via rápida para os investidores não pertencentes à União Europeia ganharem cidadania. O governo também lançou o programa “Startup Visa”, um programa de hospedagem para investidores estrangeiros que desejam desenvolver novos projetos no país ibérico.

Portugal oferece uma economia diversificada e benefícios por seu status de membro da União Europeia, mas encargos burocráticos e judiciais podem desencorajar o IDE. A aprovação do governo é necessária apenas em certos setores sensíveis, incluindo defesa, gestão da água, telecomunicações públicas, ferrovias, transporte marítimo e transporte aéreo. O país deverá se beneficiar de cerca de 16,6 bilhões de euros em subvenções da UE em 2026, para apoiar o seu Plano de Recuperação e Resiliência. Portugal ficou em 31º lugar (entre 82 países) na classificação do Economist Business Environment.

 
Investimento Estrangeiro Direto 202020212022
Fluxo de entradas de IDE (milhões de USD) 7.6839.6159.099
Estoques de IDE (milhões de USD) 176.301177.801177.329
Número de investimentos greenfield* 115168278
Value of Greenfield Investments (million USD) 4.0307.5915.535

Fonte: UNCTAD, Últimos dados disponíveis

Nota: * Os investimentos greenfield correspondem à criação de filiais ex-nihilo pela sede.

 
Comparação internacional da proteção dos investidores Portugal OECD Estados Unidos Alemanha
Índice de transparência das transações* 6,0 6,5 7,0 5,0
Índice de responsabilidade dos gerentes** 5,0 5,3 9,0 5,0
Índice de poder dos acionistas*** 7,0 7,3 9,0 5,0

Fonte: Doing Business, Últimos dados disponíveis

Nota: *Quanto maior for o índice, mais as transações são transparentes. **Quanto maior for o índice, mais os gerentes são pessoalmente responsáveis. *** Quanto maior for o índice, mais os acionistas têm o poder de defender os seus direitos.

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Por que escolher investir em Portugal

Pontos fortes
Portugal foi um dos países mais foi atingido pela crise econômica do final dos anos 2000. Graças a uma política rigorosa e à implementação de reformas do setor bancário, de pensões e do mercado de trabalho, o país recuperou uma interessante competitividade econômica e iniciou uma profunda diversificação de suas exportações (setoriais e geográficas). Sua economia se estabilizou, com crescimento estimado em 2,3% em 2017 (OCDE, 2018), com base em seus principais pontos fortes:

  • Infraestrutura moderna e de qualidade;
  • Uma força de trabalho qualificada e muitas vezes multilíngue a um custo significativamente menor do que outros países da Europa Ocidental;
  • Um sistema que promove investimentos em inovação e P&D, que permitiu ao país atrair novos IDE, essenciais para o seu desenvolvimento. O grande número de multinacionais de todos os setores comprova isso;
  • As suas relações internacionais estratégicas com a Europa, África e América, para além da sua adesão à União Europeia, permitem a Portugal manter laços estreitos com as suas ex-colónias como Brasil, Moçambique, Macau e Angola, e podem servir de porta de entrada para outros mercados da língua portuguesa.


Para mais informações, consulte o site AICEP (Portugal Investment) e o relatório Doing Business 2018 do Banco Mundial, que classifica o país em 29º lugar no ranking de países pela facilidade de fazer negócios.

Pontos fracos

As principais fraquezas da economia de Portugal incluem:

  • Alta taxa de desemprego (8,9% em 2018, de acordo com a OCDE);
  • Economia é enfraquecida por altos níveis de dívida pública e privada;
  • População pequena;
  • Produtividade baixa;
  • Rigidez do direito do trabalho.
As medidas implementadas pelo governo
Seguindo a prioridade estabelecida pelo primeiro-ministro, as políticas governamentais favorecem a atratividade do país para os investidores estrangeiros. Como resultado, os procedimentos fiscais foram simplificados, uma logística eficaz de armazenamento e de transportes foi desenvolvida (especialmente no terminal de Sines, no sudoeste do país) e a infraestrutura de telecomunicações foi melhorada. O governo estabeleceu uma  Agência para o Investimento e Comércio Externo, a AICEP. Em 28 de janeiro de 2013, o governo lançou o programa de Autorizações de Residência para Investimento (ARI), ou “Vistos Dourados (Golden Visa)”,  que é um programa mais simples e rápido de obtenção de autorizações de residência, com o objetivo de aumentar os investimentos estrangeiros no país. Outras medidas adotadas com o mesmo objetivo foram a flexibilização de algumas legislações laborais, para aumentar a flexibilidade nos locais de trabalho e a criação de um regime especial para grandes projetos (superiores a 25 milhões de euros).

Para combater a percepção de um clima regulamentar pesado, o Governo criou o site "Simplex" (com informações sobre as medidas adotadas desde 2005 para reduzir a burocracia) e a "Empresa na Hora", que permite a constituição de empresas em menos de uma hora.

No geral, o controle das contas públicas facilitou a saída de Portugal do procedimento de déficit excessivo iniciado em 2009 pela União Europeia, que deixa progressivamente mais espaço de manobra para o governo. Em 2018, o governo planeja reduzir impostos para a classe média, compensados por impostos mais altos sobre as empresas. Por fim, o aumento do classificação do país pela Standard and Poor's (S & P) de BB + para BBB- permitiu que Portugal saísse da categoria de investimentos de risco em que estava desde janeiro de 2012, prevendo melhores dias para sua economia.

Bilateral investment conventions signed by Portugal
Portugal assinou convenções bilaterais com quase cinquenta países (fora da UE).

Para ver as convenções, clique aqui.

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Últimas atualizações em Dezembro 2023